Performance: corpo, espaço e comunicação digital remota
Neste
vídeo fizemos uma performance investigativa a respeito da definição de que os
espaços arquitetônicos podem ser determinantes e éticos, segundo o texto “O mal
estar da arquitetura e as tecnologias de disjunção espaço-tempo”, publicado
pelo Prof. José dos Santos Cabral Filho. Em vista da pandemia que estamos
inseridos e da necessidade do ensino remoto, no qual fez com que alguns espaços
da casa virassem a “sala de aula”, nós concluímos que os espaços arquitetônicos
também são moldados pela necessidade de uso. Ou seja, quando não há um
escritório para trabalhar/estudar, o que seria o ideal, toma-se o quarto, por
exemplo, como uma possível alternativa. Entretanto, quando no quarto não há
espaços para realizar essa integração de ambientes e funções, usa-se a sala de
estar/jantar. E assim segue mediante a obtenção de espaço para a acomodação dos
objetos necessários para realizar função subjetiva do escritório.
Para
ratificar esse argumento, usamos a mesa de estudo como o objeto destaque do
filme, no qual ela percorre sobres os espaços mais comuns de uma residência,
por exemplo: quarto, sala de estar, banheiro e cozinha. Além do mais, inspiradas
pelo trabalho da artista performática Marina Abramovic, fizemos performances,
corpo e objeto, de modo a causar sensações variadas. No início de cada cena,
que ocorre dentro de um ambiente específico, colocamos um efeito de zoom de
modo a nos instigar alguns questionamentos, como: Qual será o ambiente que esse
aluno está assistindo a essa aula virtual? Será que é adequado e eficiente para
lhe dar o conforto necessário para entender o assunto?
Esses
espaços escolhidos foram inseridos no vídeo de modo a provocar o espectador
sobre o grau de aceitação do móvel em cada ambiente.
Comentários
Postar um comentário